História
de PIRACAIA.
Povoação
fundada a N.N.E da capital, na margem esquerda do Rio Cachoeira,
em territorio pertencente a então freguesia de Nazareth
do município de Atibaia, comarca de São Paulo. Em
16 de junho de 1817 - Segunda Feira; neste ano destacava-se no
município de Atibaia um bairro importante, quer pela sua
população, quer pela fertilidade de suas terras
denominava cachoeira. O
município de Atibaia, possuía um território
extenso, alem de muitos bairros, havia o distrito de Nazareth,
cuja localidade elevou-se à freguesia em 1676.
No mencionado bairro CACHOEIRA residia alem de outras pessoas,
Dona Leonor de Oliveira Franco, mulher de segunda núpcias
do Capitão Manoel Manso de Almeida, o Tenente José
Antonio de oliveira, Capitão Antonio José de Moraes,
João correia de Almeida e Domingos José de oliveira,
alem de filhos, netos, sobrinhos e escravos de referida Dona Leonor.
O Tenente José Antonio de oliveira, em terrenos doados
por sua mãe erigiu um ermida sob a invocação
de SANTO ANTONIO. Nesta construção foi auxiliado
por todos os seus parentes e pelo escravo Domingos que foi um
valioso colaborador.
Concluída a Capela-Mor Tratara de benze-la e foi então
que o Exmo. Bispo diocesano Dom Matheus de Abreu Pereira, baixou
uma ordem para realizar-se este ato ou qual teve lugar em 16 de
junho de 1817 pelo Exmo Padre Luiz Manoel de Souza Freire, vigário
da freguesia de Nazareth.
1829 cria-se a Capela Curada a pedido dos habitantes do extenso
bairro Cachoeira. Em 1830 Dona Leonor confirma por escritura a
doação dos terrenos ao patrimônio. Alguns
moradores não se conformam com a dívida do curato
e solicitam alterações ao vigário geral,
manda ouvir o vigário colado de conceição
de Guarulhos e reforma as dívidas sem restrições
é nomeado o capelão dá se o levantamento
da pia batismal. Benze o corpo da igreja e o primeiro cemitério
nome dos fundadores.
1833 no bairro do Curralinho (Atual Joanópolis) é
criada uma cadeira de primeiras letras. A Capela é visitada
pelo crismador José Francisco de Araújo Barreto.
Comentava-se que Dona Leonor era Devota de SANTO ANTONIO querendo
inaugurar no dia do santo mas não foi possível,
apesar da distancia pequena, era difícil por causa da mata
fechada de difícil acesso. Em 1817 a 1829 apenas os moradores
cuidavam da capela e não teve progresso. Em 1829, sim começa
a progredir. Neste mesmo ano falece Dona Leonor e é transferido
o primeiro cemitério, ela foi sepultada na Igreja matriz
de Nazareth; ignora a data certa da época da mudança
do primeiro cemitério.
Pela lei Nº 25 a 5 de março de 1836 da assembléia
provincial foi a capela curada elevada a categoria de freguesia.
Eis a Lei
Lei Nº 44 de 05 de março de 1836 - (Antiga Nº
25) José Cezario de Miranda Ribeiro, presidente da provincia
de São Paulo faço saber a todos seus habitantes,
que a assembléia legislativa provincial e eu sancionei
a lei seguinte. Art. I, fica erecto em freguesia o curato de Sto
Antonio município da vila de São João de
Atibaia. Art. II, O governo provincial desiguina os limites da
nova freguesia.
Em 1839, destacava-se entre nossos antepassados mais vulto, cujo
feitos estão na memória de todos e são relembrados
pela igreja do rosário que ainda vem melhorada, é
verdade mas firme pela suas tradicionais e bem construída
de taipa (Barro); foi Domingos de Oliveira Leme que á suas
expensas, iniciou neste ano a construção dessa igreja,
depois concluída pelos esforços dos homens pretos.
Inaugura-se em 1871 pela lei nº 651 de 24 de março
de 1859 foi Sto Antonio elevado a categoria de vila. Eil-a:
José Joaquim Fernandes do conselho de sua Magestade o
Imperador, Senador do império e presidente da província
de São Paulo etc. faço saber a todos seus .